5 dicas para detectar IA e evitar fraudes digitais na sua empresa

Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passou a ser uma nova fronteira para o cibercrime. O que antes era feito com e-mails mal escritos e mensagens suspeitas, agora é elaborado com textos impecáveis, vozes clonadas e vídeos hiper-realistas.

Segundo o Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, da Verizon, citado pela VEJA, os ataques cibernéticos estão se tornando mais sofisticados justamente por causa da IA.

O relatório mostra que:

  • 22% das violações envolveram abuso de credenciais;

  • 20% exploraram vulnerabilidades conhecidas;

  • O fator humano esteve presente em 60% dos incidentes;

  • A participação de terceiros nos ataques dobrou em relação ao ano anterior;

  • O uso de IA generativa na elaboração de ataques cibernéticos complexos duplicou em relação aos anos anteriores.

Esses números ajudam a entender o tamanho do desafio. Os criminosos estão combinando engenharia social com ferramentas generativas para criar golpes praticamente imperceptíveis, e o resultado é um cenário onde detectar IA se tornou essencial para proteger dados, reputação e clientes. Continue a leitura e saiba mais!

Como detectar IA na prática e fortalecer a segurança da sua empresa

A ameaça é real, mas também é possível se antecipar a ela. Detectar IA e evitar fraudes digitais não depende apenas de tecnologia, e sim de estratégia, cultura e atenção aos detalhes.

A seguir, confira cinco ações práticas que podem transformar a forma como sua empresa enxerga e combate às ameaças impulsionadas por inteligência artificial.

1. Detectar IA começa pela conscientização interna

Antes de adotar ferramentas avançadas, é essencial educar as pessoas. A maioria dos ataques ainda explora falhas humanas, e a IA potencializa essa manipulação. Mensagens de voz sintéticas (vishing), vídeos falsos de executivos e e-mails convincentes são apenas algumas táticas.

Promover treinamentos contínuos ajuda colaboradores a reconhecer sinais sutis, como tom de voz artificial e mensagens com urgência suspeita. Quando a equipe entende como a IA é usada para enganar, a detecção se torna parte natural da cultura corporativa.

Leia também: Como o vibe code está facilitando ataques cibernéticos sofisticados?

2. Use a IA a favor da segurança cibernética

A boa notícia é que a IA também pode ser usada para se proteger. Hoje, soluções de detecção de fraudes com IA e análise de comportamento já utilizam aprendizado de máquina para identificar padrões atípicos, como acessos fora do horário, mudanças repentinas em perfis de usuários e comunicações anômalas.

As ferramentas de detecção de ameaças com IA são capazes de identificar tentativas de personificação e mensagens de alto risco antes que causem danos. Em vez de substituir o julgamento humano, elas atuam como um sensor adicional, analisando em segundos o que levaria horas para um analista.

Integrar essas tecnologias ao seu ecossistema é um passo decisivo para detectar IA de forma proativa.

Leia também: IA é a nova barreira do anti-phishing

3. Acompanhe sinais de manipulação em imagens e vídeos

O uso de deepfakes, vídeos ou imagens geradas por IA que imitam pessoas reais, já saiu do campo político e chegou ao ambiente corporativo. Golpistas têm usado vídeos falsos de CEOs pedindo transferências ou aprovando contratos.

Para detectar IA nesses casos, desconfie de detalhes sutis: sombras inconsistentes, piscadas estranhas, sincronização labial imperfeita e ausência de ruído natural. Existem ferramentas, como o Deepware Scanner e o Hive Moderation, que ajudam a verificar se o conteúdo foi gerado por IA.

Incentivar a checagem antes de qualquer ação é uma das medidas mais simples e eficazes contra fraudes digitais.

4. Reforce políticas de autenticação e validação

Grande parte das violações ocorre porque as credenciais são comprometidas. Em tempos de IA generativa, senhas fracas e acessos desprotegidos são convites abertos a invasões.

Implemente autenticação multifator, revise periodicamente as permissões de usuários e utilize verificações biométricas quando possível. Além disso, incentive práticas seguras de comunicação: confirmar solicitações sensíveis por múltiplos canais e validar identidades antes de transferir valores ou liberar dados estratégicos.

Essas ações reduzem as brechas que permitem que golpes sofisticados, inclusive os apoiados por IA, se concretizem.

5. Invista em monitoramento contínuo e colaboração

A detecção de IA e de fraudes digitais não é uma tarefa pontual, é um processo contínuo. Monitorar o tráfego de rede, registrar incidentes e revisar protocolos de segurança ajuda a antecipar vulnerabilidades antes que sejam exploradas.

Empresas mais maduras em segurança cibernética combinam ferramentas de automação com análises humanas. E vão além: compartilham informações com outras organizações, especialistas e programas de bug bounty, que conectam empresas a pesquisadores capazes de encontrar falhas antes dos criminosos.

A colaboração é o novo escudo digital. Quando diferentes áreas da empresa e da comunidade de segurança trabalham juntas, detectar IA deixa de ser apenas uma reação, e se torna uma vantagem competitiva.

Leia também: “Fui hackeado, o que fazer?” Um guia de segurança!

O futuro da segurança é híbrido

A IA transformou a forma como trabalhamos, inovamos - e também como somos atacados. Detectar IA não é desconfiar da tecnologia, mas aprender a utilizá-la com responsabilidade e estratégia.

Nesse cenário, as empresas que unem educação, tecnologia e inteligência coletiva estarão mais preparadas para enfrentar o novo capítulo da segurança digital: um em que humanos e máquinas jogam do mesmo lado.


Gostou deste conteúdo da BugHunt? Confira outros artigos no nosso blog e acompanhe nossas redes sociais para ficar por dentro das novidades e tendências em segurança digital.